Recentemente descobri um caso de fraude surpreendente, não há como negar, as táticas desse sujeito eram realmente engenhosas.



Desde 2015, um chinês malaio chamado Zhang Yufa fundou o grupo MBI, que promovia uma criptomoeda chamada M moeda. À primeira vista parecia bem legítimo — tinha lojas físicas, atividades de caridade, até mesmo figuras oficiais apoiando. Mas na realidade? Era uma enorme pirâmide de fraude.

Percebi que seu esquema era especialmente astuto. Os usuários tinham que pagar uma taxa inicial de pelo menos 700 yuans para comprar a criptomoeda, e então podiam obter lucros passivos, com uma taxa de retorno anual variando de 10% a 200%. Parece tentador, não é? Mas o ponto crucial é que, para ganhar mais, era preciso recrutar novos membros continuamente. Isso é uma versão renovada do esquema Ponzi.

O mais impressionante é que a propaganda da fraude com M moeda dizia “emissão limitada globalmente, só sobe, nunca cai”. Mas na prática? Assim que você tenta sacar, o sistema trava de várias formas, e o limite máximo de saque diário é de apenas 10 mil yuans. E na hora de comprar? Instantâneo. Essa contradição por si só já revela o problema.

Analisei a linha do tempo desse caso, que começou com o golpe na cafeteria Hongdao em 2009, e desde então Zhang Yufa vem iterando seu esquema de fraude. Primeiro com o golpe na cafeteria, depois com o grupo Yuanmeng, depois entrou em contato com o sistema SMI de Hong Kong, e por fim, a culminação foi o grupo MBI e a fraude com a M moeda. Cada vez que era exposto, ele aprendia com a experiência, tornando o próximo golpe mais discreto e maior.

Em 2019, a situação explodiu de vez. Na China, o número de vítimas chegou a 2 milhões, com um envolvimento de 500 bilhões de yuans. Aqueles seguidores que antes chamavam Zhang Yufa de “Pai Zhang” perceberam o quanto tinham sido enganados. Alguns viajaram até a Malásia para fazer protestos de joelhos, outros tentaram sequestrar seu filho. O grau de desespero era evidente.

O mais absurdo é que, após o caso vir à tona, Zhang Yufa fugiu para a Tailândia e entrou em monastério. Alegou que era para “cultivar a si mesmo”, mas o ciclo de vida monástica durou apenas 7 dias. Esse cara realmente acha que todo mundo é idiota. Durante sua estadia na Tailândia, ele continuou comprando terras, desenvolvendo negócios, vivendo uma vida de luxo.

Até julho de 2022, as polícias da China, Malásia e Tailândia realizaram uma operação conjunta, prenderam-no e o extraditaram para a China.

Depois de conhecer esse caso, lembrei de uma coisa muito importante: a razão pela qual a fraude com a M moeda conseguiu enganar 500 bilhões é, fundamentalmente, a ganância humana. Sem produto real, sem lucros concretos, com retornos absurdos, e a necessidade de recrutar mais pessoas — esses sinais de alerta são óbvios demais. Mas ainda assim, há quem prefira acreditar que é escolhido pelo destino, do que aceitar que não há almoço grátis.

Zhang Yufa caiu, mas esse tipo de esquema continuará. Porque, enquanto as pessoas forem gananciosas, sempre haverá alguém querendo ficar rico da noite para o dia, e sempre haverá golpistas pensando em como colher suas vítimas. No final, só podemos dizer: a riqueza legítima vem do caminho correto, caso contrário, o que cairá não será um bolo de creme, mas uma armadilha.
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