Acabei de receber uma análise interessante do Mark Moss sobre para onde o Bitcoin realmente pode estar indo, e é muito mais fundamentada do que a especulação de preço habitual que você vê por aí.



Moss não é o seu típico cara de criptomoedas que fica hypeando moedas. Ele construiu e vendeu empresas de tecnologia, passou por vários ciclos de mercado, e agora gerencia um fundo de venture capital em Bitcoin. Então, quando ele fala sobre cenários de previsão de preço do Bitcoin, há uma estrutura real por trás disso.

Aqui está o que chamou minha atenção: ao invés de palpites aleatórios, Moss está usando dados do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA sobre dívidas e projeções de oferta de dinheiro até 2054. A matemática que ele usa é bem simples — governos continuam imprimindo dinheiro, o pool global de ativos de reserva de valor (ouro, ações, títulos, imóveis) aumenta, e a escassez do Bitcoin de repente importa muito mais.

Os números que ele apresentou são impressionantes, porém. Se o Bitcoin captar apenas 1,25% do pool global de reserva de valor projetado até 2030, estamos falando de cerca de US$ 1 milhão por moeda. Não por causa de hype, mas por causa de quanto dinheiro estará em circulação. Até 2040, se a oferta de dinheiro continuar expandindo do jeito que tem sido, a mesma matemática aponta para US$ 14 milhões por BTC. E para uma previsão de preço do Bitcoin em 2050, os números ficam ainda mais extremos, dependendo de quão agressivos forem os governos na expansão monetária.

O que é interessante é comparar isso com o ouro. O ouro atualmente está avaliado em cerca de US$ 21 trilhões. Moss basicamente argumenta que o Bitcoin poderia rivalizar com isso dentro de uma década, apenas com base na liquidez e na política monetária, não na especulação.

Uma coisa que chamou atenção: Moss começou a comprar Bitcoin por volta de US$ 300 em 2015. Parece um ponto de entrada insano, né? Mas naquela época, os riscos eram totalmente diferentes. Os governos iriam banir? O Bitcoin sobreviveria? Avançando para hoje, muitos desses riscos existenciais basicamente desapareceram. Os governos estão comprando. Mais de 170 empresas públicas possuem Bitcoin em seus balanços. Até o presidente dos EUA tem exposição através de empreendimentos comerciais. Então, sim, o preço está mais alto, mas a entrada ajustada ao risco pode estar até melhor agora, porque o Bitcoin provou que não vai a lugar algum.

O ângulo de adoção corporativa também é enorme. A MicroStrategy do Michael Saylor praticamente iniciou uma onda onde as empresas tratam o Bitcoin como ouro digital. Isso não é especulação — é um novo modelo financeiro emergindo, onde o Bitcoin apoia produtos de crédito e de ações.

A forma como Moss explica: quando os governos imprimem mais dinheiro, tudo que é precificado em dólares sobe — casas, ações, Bitcoin. É como diluir suco com água. O suco fica mais fraco. A mesma coisa acontece com o dólar. A oferta limitada do Bitcoin é o ponto principal.

Então, sim, a previsão de preço do Bitcoin para 2050 depende muito de quanto dinheiro os governos imprimirem. Até 2030, a matemática indica US$ 1 milhão. Até 2040, US$ 14 milhões. E até 2050, potencialmente muito mais. Essas não são garantias — são modelos baseados em tendências financeiras observáveis.

A verdadeira questão não é se o Bitcoin vai subir. É se as pessoas realmente entendem por que ele sobe. Se o futuro do dinheiro depende da escassez ao invés da impressão pelos bancos centrais, o papel do Bitcoin fica bem claro.
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