Em muitas famílias, quando ocorre um acidente ou problema, as pessoas frequentemente não analisam o problema em si numa primeira instância, nem o consideram como um evento casual normal. Em vez disso, instintivamente começam a questionar "de quem é a culpa". Esta reação parece ser uma busca de causas, mas na verdade é mais um mecanismo de resposta emocional. Porque o evento repentino quebra a ordem existente, fazendo as pessoas sentirem perda de controlo e incerteza, e "atribuir responsabilidades" pode rapidamente fornecer uma explicação clara para o evento — uma vez encontrado o responsável, o assunto deixa de ser aleatório e passa a ter "causa identificável". Desta forma, as pessoas conseguem recuperar uma sensação de controlo psicológico, aliviando assim a ansiedade interna.



No entanto, esta abordagem não é equivalente a uma análise racional retrospetiva. A verdadeira análise retrospetiva consiste em examinar os múltiplos fatores por detrás do evento, incluindo sistemas, ambiente e acaso, em vez de simplesmente atribuir a culpa a uma única pessoa. Muitas vezes, a razão pela qual as pessoas insistem em atribuir responsabilidades é porque têm dificuldade em aceitar que o mundo em si contém uma grande quantidade de elementos incontroláveis e aleatórios. Se admitirmos que "algumas coisas simplesmente acontecem", significa que os indivíduos não podem evitar completamente riscos através do esforço, e essa própria incerteza gera uma ansiedade mais profunda. Por conseguinte, em vez de enfrentar a impermanência, as pessoas tendem a construir uma ordem aparentemente estável e explicável através da culpabilização de outros.
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