Nada é o estado mais simétrico que se pode imaginar.


Sem partículas.
Sem estruturas.
Sem direção preferida.
Sem localização preferida.
Simetria perfeita.
E as próprias leis da física emergem de princípios de simetria através do teorema de Noether:
conservação de energia a partir da simetria do tempo,
momento linear a partir da simetria espacial,
momento angular a partir da simetria rotacional.
Mas a simetria perfeita é instável.
Uma pequena flutuação, uma leve quebra de simetria, e a estrutura começa a emergir.
Essa é a ideia profunda por trás da cosmologia moderna:
o universo pode ter surgido de um estado de “nada” quase perfeitamente simétrico, com complexidade emergindo de pequenas quebras de simetria amplificadas ao longo do tempo cósmico.
Galáxias.
Estrelas.
Vida.
Mente.
E a origem ainda está inscrita nas próprias leis da física:
a assinatura do nada.
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