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Kevin O'Leary: Por que a infraestrutura de criptomoedas é mais importante do que o token ( e o risco de encerramento para a maioria dos projetos)
Investidor de destaque do Shark Tank, Kevin O’Leary, agora está a direcionar o seu foco da especulação de tokens para infraestruturas reais—uma estratégia que reflete uma mudança profunda na forma como as instituições financeiras veem as criptomoedas. Com a aquisição de 26.000 hectares de terreno em várias localizações estratégicas, O’Leary aposta massivamente na tese de que a verdadeira força do ecossistema crypto reside não no token em si, mas na infraestrutura física que permite à indústria operar.
Esta mudança tem implicações significativas: a maioria dos milhares de projetos de criptomoedas existentes enfrenta risco de encerramento ou falha fundamental, enquanto apenas dois ativos—Bitcoin e Ethereum—continuam a atrair atenção de capital institucional sério.
Terreno e Energia: Ativos mais Valiosos do que a Própria Criptomoeda
A estratégia de O’Leary revela um paradoxo na indústria crypto ainda mal compreendido. Em entrevista ao CoinDesk, ele explica que a posse de terrenos e fontes de energia—não tokens digitais—é o verdadeiro gargalo no desenvolvimento de infraestruturas de crypto e IA.
Dos 26.000 hectares sob seu controle, 13.000 estão em Alberta, Canadá (já anunciado anteriormente), enquanto outros 13.000 ainda estão em processo de licenciamento em locais não revelados. Todas essas terras estão sendo preparadas com utilidades completas—incluindo acesso à eletricidade, água, fibra óptica e direitos de espaço aéreo—para suportar operações de alta energia.
A estratégia de O’Leary não visa construir centros de dados ou operações de mineração por conta própria. Em vez disso, seu modelo é preparar os terrenos com todas as licenças necessárias e alugá-los a empresas que precisam. “Meu trabalho é garantir que todas as exigências regulatórias sejam atendidas e que a infraestrutura esteja pronta para uso,” explica ele. Os contratos de energia em alguns locais, segundo O’Leary, valem até mais do que o próprio Bitcoin—especialmente aqueles com preços abaixo de seis centavos por quilowatt-hora, um nível altamente competitivo na indústria.
Sua avaliação do valor relativo de infraestrutura versus tokens reflete uma visão cada vez mais comum entre investidores institucionais: na fase anterior, a especulação com tokens poderia ser lucrativa, mas na fase de maturidade do crypto, o controle sobre recursos físicos torna-se o fator dominante.
Projetos de Data Centers: Problemas de Overcapacity e Encerramentos Futuramente
O’Leary fez declarações bastante impactantes sobre o futuro da expansão de infraestruturas de crypto e IA. Ele estima que cerca de 50% de todos os novos data centers anunciados nos últimos três anos nunca serão realmente construídos. Sua análise aponta para uma “competição por terrenos sem compreensão profunda dos requisitos técnicos e regulatórios”—uma condição que, no final, levará ao encerramento ou cancelamento desses projetos.
Essa previsão está alinhada com a dinâmica de mercado comum: empresas anunciam expansões massivas para fins de PR e valorização, mas ao enfrentarem desafios de licenciamento, custos de energia ou contratos de fornecimento de longo prazo, são forçadas a cancelar os planos. Essas falhas não afetam apenas as operações, mas também os investidores que já comprometeram capital nesses projetos.
Dados indicam que terrenos e contratos de energia representam restrições reais (hard constraints) que não podem ser resolvidas apenas com tecnologia ou capital. Empresas que não garantirem ambos enfrentarão encerramentos ou transformações de negócios significativas.
Apenas Bitcoin e Ethereum Importam para Instituições
Enquanto o crypto cria milhares de novos tokens a cada ano, O’Leary afirma categoricamente que o capital institucional está interessado apenas em dois ativos: Bitcoin e Ethereum. Seus argumentos são apoiados por dados concretos da Charles Schwab, que mostram que quase 80% do valor de mercado estimado de $3,2 trilhões em crypto está ligado às duas maiores blockchains. Os restantes, cerca de $600-700 bilhões, estão dispersos entre milhares de projetos de altcoins competindo por atenção.
Um dado ainda mais preocupante: a maioria desses tokens alternativos caiu entre 60-90% de seu pico e, segundo O’Leary, nunca mais retornará aos níveis anteriores. Assim, para investidores que operam fora de Bitcoin e Ethereum, o risco de encerramento ou falha fundamental é uma ameaça sistêmica séria.
Dados de volatilidade indicam que, para capturar 97,2% de toda a volatilidade do mercado crypto desde o início, um investidor precisa apenas manter posições em Bitcoin e Ethereum. Isso explica por que grandes instituições financeiras não se interessam por tokens menores—seu perfil de retorno/risco não faz sentido na alocação de ativos institucional.
Os ETFs de crypto lançados recentemente, embora tragam algum capital de varejo, são praticamente insignificantes do ponto de vista institucional. “No mundo da gestão profissional de ativos, ETFs de crypto ainda são muito pequenos para serem considerados seriamente,” afirma O’Leary, refletindo uma visão comum em Wall Street.
Regulação: Chave para Adoção Institucional e Prevenção de Encerramentos em Massa
Ao responder sobre o que impulsionará uma maior alocação institucional em criptomoedas, O’Leary aponta um fator crucial: regulações claras e favoráveis. Em particular, ele destaca o projeto de lei do Mercado de Criptoativos que está sendo discutido no Senado dos EUA.
Embora, no geral, O’Leary apoie esse novo arcabouço regulatório, ele critica uma cláusula específica: a proibição de yield em contas de stablecoins. Essa restrição, na sua visão, cria condições de jogo desequilibradas, dando vantagem aos bancos tradicionais em relação às plataformas de crypto.
A Coinbase, por exemplo, reportou receitas de $355 milhões apenas com seus serviços de yield de stablecoin no Q3 de 2025. Circle (emissor do USDC) e Coinbase têm defendido fortemente a permissão de yield em stablecoins como parte da nova regulamentação. Contudo, quando essa cláusula de proibição foi incluída no rascunho do projeto de lei, a Coinbase retirou seu apoio à proposta no final de janeiro.
“Até que a regulamentação permita que detentores de stablecoins obtenham retorno de suas contas, esse framework permanecerá bloqueado,” afirma O’Leary. Sua visão reflete o consenso entre os players de crypto que acreditam que, sem clareza regulatória, a adoção institucional ficará estagnada, mantendo o risco de encerramentos ou corridas bancárias elevados.
Outras empresas de crypto também identificam disposições sobre regulamentação de DeFi, estruturas de securities e supervisão regulatória como áreas de atenção adicional. No entanto, O’Leary permanece otimista de que o projeto de lei será aprimorado antes da aprovação final, e que, quando isso acontecer, uma grande alocação institucional em Bitcoin seguirá rapidamente.
Conclusão: Infraestrutura Vence, Criptomoedas em Média Encerram
A postura de O’Leary em relação à infraestrutura física ao invés de tokens reflete uma fase de maturidade na indústria de criptomoedas. Enquanto o ciclo de boom de novas moedas e ICOs criou muitos vencedores de curto prazo, a próxima fase será dominada por players que controlam recursos escassos: terrenos, energia e acesso à banda larga.
O investimento de O’Leary—que inclui 19% de sua carteira em ativos e infraestruturas relacionadas a crypto—não é especulativo, mas uma posição estratégica para a próxima década. Ao adquirir terrenos e infraestruturas prontas para utilidades, ele se posiciona para lucrar com o crescimento do Bitcoin mining e centros de dados de IA, independentemente da volatilidade dos tokens.
Para investidores de varejo, a mensagem de O’Leary é bastante clara: a maioria das criptomoedas provavelmente enfrentará encerramentos ou perderá relevância, enquanto Bitcoin e Ethereum continuarão a evoluir apoiados por capital institucional. Com BTC a $79.040 e ETH a $2.430 (em fevereiro de 2026), esses dois ativos continuam a mostrar uma dominância de mercado inabalável. A regulamentação dos EUA em desenvolvimento será o fator decisivo para determinar se esse momentum continuará ou estagnará a médio prazo.