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Recentemente descobri uma perspetiva muito interessante sobre como a linguagem silenciosamente separa as classes sociais. Já repararam que a lógica do chinês é como blocos de construção, enquanto a do inglês parece mais um código caótico? 1. No ambiente chinês, desde que conheças os milhares de caracteres chineses, podes falar de dores de dentes, dores nas costas, olhos secos, boca seca, e um médico entende logo. Mas no contexto do inglês, essas palavras do dia a dia, ao chegarem ao hospital, muitas vezes tornam-se termos médicos extremamente raros. Se não és profissional de medicina ou alguém que frequenta o hospital regularmente, é bastante difícil descrever com precisão os teus sintomas. Não consegues explicar claramente os sintomas marcar consulta com um clínico longas filas contas de milhares de dólares. Talvez seja por isso que muitos americanos, mesmo doentes, preferem confiar na auto-cura, porque expressar exatamente onde dói já é uma barreira de entrada elevada. 2. O inglês é um típico monstro de costura, que incorpora latim, francês, grego. Chinês: varredora, máquina de lavar loiça, secador, ventilador. Uma palavra com o carácter de “máquina”, que permanece sempre na mesma lógica. Essa é a lógica. Inglês: vacuum cleaner, dishwasher, clothes dryer, ventilator. Cada palavra é um código completamente novo, sem relação de sangue entre si. Isso leva a que: um chinês que conhece 3000 caracteres chineses consegue ler jornais e livros, mas um americano que conhece 3000 palavras pode ser quase analfabeto funcional. 3. A comparação entre chinês e inglês mostra a relação entre os vocabulários: chinês: 葡萄 葡萄干 葡萄酒。 inglês: Grape Raisin Wine. Se não aprendeste especificamente essas palavras, é difícil ligá-las pelo literal. Em muitas áreas profissionais, o inglês gosta de criar palavras com nomes de pessoas ou lugares (como Parkinson, Alzheimer). Essa forma de criar palavras não tem regras e tem uma certa exclusividade. Se não estás nesse círculo, nem consegues passar a porta. 4. Resumindo, não é que uma língua seja mais avançada, mas o chinês, ao reduzir o custo de aprendizagem para o público em geral, praticamente ativou um cheat. E a complexidade do inglês, de forma invisível, funciona como um filtro de classes sociais. A elite domina um vasto e complexo vocabulário técnico, enquanto a maioria das pessoas fica de fora dessas “montanhas de código”. Isso explica por que muitas vezes sentimos que os americanos têm uma espécie de ingenuidade clara, que pode não ser por falta de inteligência, mas porque essa língua realmente torna difícil conectar o mundo de forma simples.