O velho Ma é louco, SpaceX cria um centro de dados orbital de nível de «milhão de satélites» SpaceX acaba de apresentar à Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) um plano impressionante: a empresa está a solicitar a implantação de até 1 milhão de satélites, com o objetivo de estabelecer um sistema de «Centro de Dados Orbital» sem precedentes na órbita terrestre. Este projeto não só supera em quantidade a rede Starlink atual (cerca de 9.600 satélites), como também simboliza a ambição da SpaceX de transformar-se numa plataforma global de computação. Nos documentos de candidatura, a SpaceX afirma claramente que este sistema terá uma «capacidade de processamento sem precedentes», projetada para impulsionar modelos avançados de inteligência artificial (IA) e suas aplicações globais. A sua lógica central reside em resolver duas grandes limitações dos centros de dados terrestres: consumo de energia e custos de refrigeração. - Vantagem ambiental: os centros de dados orbitais podem utilizar diretamente a energia solar de alta eficiência do espaço exterior, bem como aproveitar o ambiente de baixas temperaturas do espaço para refrigeração, evitando as grandes necessidades de eletricidade, terra e água dos equipamentos terrestres. - Integração tecnológica: estes satélites de dados serão implantados a altitudes entre 500 e 2.000 km, conectados através de «ligações ópticas por laser» à rede Starlink existente, transmitindo rapidamente os dados processados aos utilizadores finais na Terra. Análises do setor indicam que a audácia de SpaceX em propor «milhão de satélites» apoia-se na maturidade do seu foguete de classe principal, Starship. O Starship possui uma capacidade de carga extremamente elevada e é totalmente reutilizável, o que pode reduzir significativamente os custos de implantação dos satélites. Além disso, este ambicioso plano de expansão está intimamente ligado às recentes notícias de IPO da SpaceX. Rumores de mercado indicam que a SpaceX está a negociar com bancos de Wall Street, com previsão de entrada na bolsa em meados de 2026, com uma avaliação que pode atingir 1,5 triliões de dólares. Este financiamento deverá ser o principal motor para sustentar o projeto do centro de dados orbital. Apesar do plano ser grandioso, a escala de 1 milhão de satélites suscitou sérias preocupações ambientais espaciais. A FCC tem sido cautelosa com as solicitações de satélites da SpaceX; recentemente, aprovou a solicitação de 7.500 satélites de segunda geração Starlink, mas ainda não autorizou as próximas quase 15.000. Além disso, a «congestão orbital» e o «lixo espacial» que podem resultar de uma quantidade tão grande de satélites também enfrentam uma rigorosa análise por parte de organizações internacionais de astronomia e ambientais. Embora a SpaceX tenha lançado sistemas de monitorização de colisões como o «Stargaze» para reduzir riscos, convencer os reguladores a aprovar uma quantidade de satélites na ordem de milhões continua a ser uma batalha crucial para o futuro.

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