CME lança sua própria criptomoeda, os gigantes de Wall Street também querem "caçar" o mercado de stablecoins?

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Geração de resumo em curso

Título original: «芝商所要发币?华尔街巨头的「新围猎»»

Autor original: Seed.eth, 比推 Bitpush News

Nas jogadas de poder em Wall Street, os gigantes nunca estão ausentes; eles apenas aguardam a oportunidade certa para colher tudo.

Esta manhã, o CEO do maior mercado de derivativos do mundo, a CME Group, Terry Duffy, fez uma declaração durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre que agitou todo o mercado.

Duffy revelou que a CME está a explorar ativamente a emissão da sua própria moeda digital: «CME Coin».

Desta vez, não se trata apenas de um teste técnico; sob a narrativa de «tokenização de tudo», esta iniciativa da CME parece mais uma «caçada» profunda por parte do setor financeiro tradicional (TradFi) às infraestruturas nativas de criptomoedas.

1. O mistério da posição: é uma ficha, ou uma arma?

Apesar de se chamar «Coin», a CME Coin não é uma criptomoeda comum no mundo cripto. Da resposta breve de Duffy, podemos extrair as seguintes informações:

Este token destina-se a operar numa rede descentralizada.

A CME distingue-o do projeto de «Cash Tokenizado» (Tokenized Cash), que está a desenvolver em parceria com o Google Cloud, afirmando que são iniciativas distintas.

O CEO enfatiza que, como «instituição financeira de importância sistémica (SIFI)», o token emitido pela CME é muito mais seguro do que produtos similares atualmente no mercado. (Nota do editor: SIFI geralmente refere-se a grandes bancos; SIFMU refere-se às «artérias financeiras» como a CME que fornecem serviços de liquidação e compensação. A condição de SIFMU dá à CME acesso a contas na Federal Reserve.)

Podemos perceber que a lógica subjacente à CME Coin tende a uma atualização digital da infraestrutura financeira, com duas funções principais:

· Ferramenta de liquidação: semelhante a fichas internas de alto nível, usadas para liquidação instantânea 24/7 entre instituições.

· Garantia tokenizada: transformar margens em tokens líquidos, permitindo que fundos bloqueados «vivam» na blockchain.

2. Por que agora? Os três cálculos da CME

A entrada da CME neste momento não é por acaso, mas parte de uma estratégia de três níveis para 2026:

Resolver a «falta de liquidez nos fins de semana»

A CME planeia abrir negociações de futuros de criptomoedas 24/7 até 2026. Os sistemas tradicionais de transferências bancárias (FedWire) não processam transações ao fim de semana. Se, por exemplo, o Bitcoin despencar ao sábado à noite, as instituições não poderão transferir fundos para reforçar margens, aumentando exponencialmente o risco de liquidação forçada. A CME Coin, baseada em blockchain e operando 24/7, será uma «pílula milagrosa» para o sistema de margens.

Recuperar os «lucros de juros» roubados

Atualmente, as instituições que participam no mercado cripto geralmente precisam de manter USDT ou USDC. Isso significa que dezenas de bilhões de dólares em dinheiro permanecem nas mãos de empresas como Tether e Circle, cujo interesse gerado é usufruído por elas mesmas. A CME Coin surge como uma tentativa de manter esse fluxo de fundos na própria balança da CME.

Construir uma «barreira de conformidade»

Com a BlackRock a lançar o fundo BUIDL e o JPMorgan a aprofundar o JPM Coin, os gigantes concordaram: a competição financeira futura não será mais uma disputa por posições, mas uma luta pela «eficiência dos garantidores».

O CEO da CME foi direto: eles confiam mais em «gigantes financeiros de importância sistémica» (SIFI), como o JPMorgan, do que em tokens emitidos por bancos de segunda ou terceira linha. Embora pareça uma exigência de gestão de risco, na verdade é uma definição de padrão. Ao elevar os requisitos de «origem» dos garantidores, a CME está a excluir stablecoins «não institucionais», criando um espaço mais elevado e seguro para o círculo financeiro tradicional, com um sistema de «membros». Como será o futuro, dependerá das regras que eles estabelecerem.

Assim, a CME Coin parece mais uma «pedra de entrada» dos gigantes tradicionais para retomar o controle da narrativa no mundo cripto. E esta peça, mal começou.

3. A erosão dos stablecoins existentes?

Há muito tempo, Tether (USDT) e Circle (USDC) dominam o mercado de stablecoins graças à sua vantagem de lançamento e à liquidez inercial. Mas a entrada da CME começa a desmontar essa barreira de proteção de duas formas:

Ela é um ativo, e também uma «direita de liquidação móvel»

USDT ou USDC são principalmente «transportadores de fundos», enquanto a CME lida com posições derivadas que abrangem taxas de juros, commodities, ações e dezenas de trilhões de dólares.

· Posição central: uma vez que a CME Coin seja reconhecida oficialmente como ativo de garantia, entrará diretamente no «coração» do sistema financeiro global — a base para descoberta de preços e estabilidade.

· Detenção obrigatória: a CME Coin captura o «fluxo de liquidação». Assim que os bancos operarem com ela na CME, para atender às exigências de margem instantânea, terão que ser «detentores obrigatórios» dessa moeda. Com a crescente demanda, essa necessidade institucional é algo que nenhuma criptomoeda nativa consegue igualar. Segundo o relatório financeiro de janeiro, a média diária de negociações de criptomoedas na CME atingiu US$ 120 bilhões em 2025, com contratos futuros de Bitcoin (MBT) e Ethereum (MET) particularmente fortes.

Garantia como soberania: remodelando o «gargalo digital» do mercado

No sistema financeiro moderno, a garantia é o verdadeiro «gargalo». Ela determina quem pode entrar na negociação e qual a alavancagem permitida.

· Intermediário reforçado: ao contrário do «descentralizado» defendido pela blockchain, a CME está a usar uma fachada digital para reforçar seu monopólio como intermediário de topo.

· Cidade fechada: diferente do DeFi sem barreiras, a CME Coin provavelmente será um jogo de ciclo fechado exclusivo para instituições. Sem governança aberta, apenas direitos de liquidação protegidos por lei.

A «sifonagem» de rendimentos: tokens lançados pelos gigantes de Wall Street geralmente vêm com atributos de «geração de juros» ou funções de dedução de taxas. Diante de um rendimento de mais de 5% em títulos do Tesouro dos EUA sem risco, as instituições não têm motivo para manter stablecoins tradicionais sem dividendos por longos períodos.

Resumo

De uma perspetiva global, a estratégia da CME não é única. O JPMorgan lançou recentemente, na sua blockchain de segunda camada, a Base, um serviço de depósito tokenizado com o JPM Coin (JPMD). Diferente das transferências tradicionais, que levam dias, o JPMD realiza liquidações em segundos, mudando silenciosamente a forma como grandes instituições movimentam posições. O caminho dessas gigantes é semelhante: abraçar a eficiência da blockchain, mantendo firmemente o controle do poder tradicional.

Não se trata de uma vitória do «financiamento descentralizado» que muitos cripto-nativos esperam, mas de uma «atualização digital» da ordem financeira tradicional. Os gigantes estão a transformar habilmente o antigo monopólio de liquidação em um «passaporte digital» para o futuro.

Assim que as regras por eles dominadas estiverem estabelecidas, o campo de jogo será redefinido. Então, não só as stablecoins atuais, mas também muitas moedas emitidas por bancos médios e pequenos poderão perder a elegibilidade perante esses novos padrões «conformes».

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