A competição geopolítica entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos atingiu um novo nível. Contra o pano de fundo de conflitos internos no Sudão, ambos os gigantes regionais intensificam a luta pelo controlo sobre a exportação de ouro sudanês, transformando este setor numa mais uma frente de disputa económica.
Tensão geopolítica altera o comércio de ouro sudanês
O Sudão tradicionalmente dependia dos EAU como principal parceiro na exportação de metais preciosos. No entanto, após Cartum acusar Abu Dhabi de interferência na guerra civil, as relações arrefeceram significativamente. A separação de posições levou à ruptura dos laços comerciais e abriu possibilidades para novos intervenientes. Segundo dados da BlockBeats, no primeiro semestre de 2024, o Sudão exportou cerca de 10,9 toneladas de ouro no valor de 1,05 mil milhões de dólares, mas este fluxo agora procura canais alternativos.
Dimensões e perspetivas de uma nova parceria
A Arábia Saudita está a aproveitar ativamente esta oportunidade. A empresa estatal de exploração de recursos minerais do Sudão revelou que uma empresa saudita de processamento de ouro manifestou disponibilidade para iniciar compras junto do governo do país, com condições de entrega imediata. Embora os detalhes oficiais dos acordos permaneçam confidenciais, os analistas consideram isto um passo significativo na reorientação das exportações sudanesas. Para o Sudão, este desenvolvimento é crucial, dado a crise económica provocada por uma campanha militar prolongada.
Setor de ouro sudanês enfrenta desafios e oportunidades
O ouro continua a ser uma das principais fontes de receita para o Sudão em guerra, mas o setor enfrenta problemas graves. Fontes oficiais estimam que cerca de 80% da produção nacional de ouro é perdida devido ao contrabando, que custa ao país aproximadamente 5 mil milhões de dólares por ano. Nesse contexto, a diversificação das rotas de exportação pode melhorar significativamente a situação. Alguns especialistas alertam que a Arábia Saudita, a curto prazo, não conseguirá substituir completamente o papel tradicional dos EAU, mas o reforço do fluxo de ouro sudanês para uma nova fonte terá consequências de longo alcance para o comércio regional. Espera-se que os próximos meses revelem se esta parceria conseguirá transformar a estrutura do mercado internacional de ouro na região.
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Sudão: novo mapa de exportação de ouro com a Arábia Saudita no centro
A competição geopolítica entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos atingiu um novo nível. Contra o pano de fundo de conflitos internos no Sudão, ambos os gigantes regionais intensificam a luta pelo controlo sobre a exportação de ouro sudanês, transformando este setor numa mais uma frente de disputa económica.
Tensão geopolítica altera o comércio de ouro sudanês
O Sudão tradicionalmente dependia dos EAU como principal parceiro na exportação de metais preciosos. No entanto, após Cartum acusar Abu Dhabi de interferência na guerra civil, as relações arrefeceram significativamente. A separação de posições levou à ruptura dos laços comerciais e abriu possibilidades para novos intervenientes. Segundo dados da BlockBeats, no primeiro semestre de 2024, o Sudão exportou cerca de 10,9 toneladas de ouro no valor de 1,05 mil milhões de dólares, mas este fluxo agora procura canais alternativos.
Dimensões e perspetivas de uma nova parceria
A Arábia Saudita está a aproveitar ativamente esta oportunidade. A empresa estatal de exploração de recursos minerais do Sudão revelou que uma empresa saudita de processamento de ouro manifestou disponibilidade para iniciar compras junto do governo do país, com condições de entrega imediata. Embora os detalhes oficiais dos acordos permaneçam confidenciais, os analistas consideram isto um passo significativo na reorientação das exportações sudanesas. Para o Sudão, este desenvolvimento é crucial, dado a crise económica provocada por uma campanha militar prolongada.
Setor de ouro sudanês enfrenta desafios e oportunidades
O ouro continua a ser uma das principais fontes de receita para o Sudão em guerra, mas o setor enfrenta problemas graves. Fontes oficiais estimam que cerca de 80% da produção nacional de ouro é perdida devido ao contrabando, que custa ao país aproximadamente 5 mil milhões de dólares por ano. Nesse contexto, a diversificação das rotas de exportação pode melhorar significativamente a situação. Alguns especialistas alertam que a Arábia Saudita, a curto prazo, não conseguirá substituir completamente o papel tradicional dos EAU, mas o reforço do fluxo de ouro sudanês para uma nova fonte terá consequências de longo alcance para o comércio regional. Espera-se que os próximos meses revelem se esta parceria conseguirá transformar a estrutura do mercado internacional de ouro na região.