AmBev desempenho do quarto trimestre atinge as expectativas, com queda nas vendas de todos os departamentos

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Investing.com – Os resultados do quarto trimestre da AmBev ficaram basicamente dentro do esperado, com EBITDA ajustado de 8,5 bilhões de reais, superando as expectativas em 3%, mas caindo 7,5% em relação ao ano anterior, devido à diminuição nas vendas na maioria dos setores.

O lucro por ação foi de 0,28 reais, uma queda de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas totais tiveram uma redução de 3,8% ano a ano, abaixo das expectativas dos analistas em 2,5%, mas parcialmente compensadas por preços e margens de lucro ligeiramente melhores em alguns setores.

No Brasil, devido às condições macroeconômicas desafiadoras e ao clima desfavorável em outubro e novembro, as vendas de cerveja caíram 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A empresa informou que sua participação de mercado cresceu na faixa de dígitos baixos, enquanto o segmento de bebidas premium e sem álcool cresceu mais de 15%, enquanto a cerveja tradicional caiu na faixa de dígitos altos.

O EBITDA no Brasil ficou 4,8% acima do esperado, mantendo-se estável em relação ao ano anterior. Devido a fatores de hedge, os custos em caixa aceleraram 13,6% em relação ao ano anterior, mas isso foi compensado por uma redução de 6,7% nas despesas de vendas, gerais e administrativas (SG&A).

Fora do Brasil, América Central e Caribe (CAC) foram pontos negativos, com EBITDA 15% abaixo do esperado, e a margem de lucro caiu 130 pontos base em relação ao ano anterior.

Para 2026, a AmBev enfrenta pressões de custos, com uma orientação de crescimento entre 4,5% e 7,5%, o que exige aumentos de preços superiores à inflação para manter as margens de lucro. Devido à Copa do Mundo, a empresa também espera um aumento nos gastos com marketing.

O Bank of America manteve a classificação “Neutra” para a AmBev, com o preço-alvo revisado para 15,30 reais por ação (equivalente a 2,95 dólares por American Depositary Receipt), acima dos 13,50 reais anteriores.

O banco destacou que, devido à contínua pressão nas vendas de cerveja no Brasil e ao crescimento lento dos lucros, há potencial limitado de valorização e falta de impulso.

O banco revisou para baixo suas estimativas de lucro por ação para 2026 e 2027 em 2,4% e 3%, respectivamente, para 0,95 reais e 1,06 reais.

Este artigo foi traduzido com assistência de inteligência artificial. Para mais informações, consulte nossos termos de uso.

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