
Drawdown em criptomoedas é a queda percentual do preço em relação ao topo recente até o valor mínimo subsequente, sendo um indicador do risco de baixa e da capacidade da carteira de absorver perdas.
Por exemplo, se o preço de uma moeda cai de 100 para 80, o drawdown é de 20%. Esse percentual mostra não só o quanto foi perdido, mas também serve como termômetro de estresse para sua conta em períodos de queda. Drawdowns de portfólio também são analisados para avaliar a robustez de estratégias de investimento.
Drawdowns em criptomoedas geralmente decorrem de operações de mercado e fatores externos, como saídas de capital, notícias negativas, mudanças regulatórias, ataques hackers e queda de liquidez.
Volatilidade é a velocidade e intensidade das variações de preço. Volatilidade elevada (volatilidade) resulta em drawdowns de curto prazo mais frequentes. Liquidez é a facilidade de comprar ou vender um ativo nos preços atuais; quando a liquidez está baixa, a pressão vendedora pode derrubar os preços ainda mais. Além disso, liquidações em massa de posições alavancadas amplificam drawdowns e podem gerar efeitos em cascata.
No último ano, o mercado cripto registrou com frequência drawdowns de dois dígitos, causados por notícias relevantes ou aperto nas condições de financiamento. Esses movimentos aparecem tanto nos dados de negociações em exchanges quanto nas métricas on-chain, especialmente em períodos de alta volatilidade.
A fórmula básica do drawdown em cripto é a perda percentual do topo ao fundo. O drawdown máximo é a maior queda registrada em determinado período, servindo como referência de risco extremo.
As abordagens mais comuns incluem:
Exemplo: Se uma estratégia atinge valor líquido máximo de 1,0 e depois cai para 0,7, o drawdown máximo é de 30%. Essa métrica é decisiva para decidir reduzir exposição ou ajustar parâmetros.
Métricas de drawdown em cripto ajudam o trader a definir tamanho de posição, níveis de stop-loss e metas de lucro, respondendo à pergunta: “Qual perda estou disposto a tolerar?”
No spot, drawdowns orientam entradas fracionadas ou o momento de migrar para stablecoins (stablecoins são criptoativos atrelados a moedas fiduciárias, como USDT, usados para proteção e precificação). No mercado futuro, a análise do drawdown mostra se a alavancagem está excessiva, já que ela potencializa tanto a volatilidade quanto os drawdowns, afetando margem de manutenção e risco de liquidação.
Exemplo: Se o drawdown típico de uma moeda varia entre 15% e 25%, mas sua estratégia suporta até 10%, reduza o tamanho da posição ou utilize stops mais justos e trailing stop orders (que ajustam automaticamente o nível de proteção conforme o preço sobe).
A principal estratégia é estimar os possíveis drawdowns antecipadamente e usar ferramentas para limitar as perdas dentro do aceitável.
Passo 1: Defina sua tolerância ao risco. Com base em drawdowns históricos e na volatilidade atual, estabeleça limites claros para operações individuais e para a exposição total da conta — por exemplo, “nenhuma operação pode perder mais de 10% e a perda total da conta não deve ultrapassar 20%.”
Passo 2: Configure stop-losses e trailing stops. Stop-loss vende automaticamente ao atingir o nível definido; trailing stop acompanha o preço em alta, protegendo lucros e limitando novas quedas.
Passo 3: Dimensione posições com cautela e diversifique. Distribua o capital entre ativos de baixa correlação e mantenha uma reserva em stablecoins para evitar vendas forçadas em drawdowns mais severos.
Passo 4: Controle alavancagem e margem. Alavancagem amplia o tamanho da posição com recursos emprestados, mas também aumenta o drawdown. Prefira alavancagem menor e margem isolada para limitar o risco de cada posição, evitando que uma operação comprometa toda a conta.
Passo 5: Ative alertas e revise o desempenho. Alertas de preço permitem reação rápida a quedas repentinas; revisar a curva de drawdown mostra se a estratégia precisa de ajustes.
Ambos medem a queda do topo ao fundo, mas os drawdowns em cripto são mais frequentes, profundos e influenciados por liquidez e liquidações de alavancagem.
Os mercados de ações tradicionais têm horários definidos e mecanismos de formador de mercado, com circuit breakers e intervenções regulatórias para conter volatilidade extrema. Já o mercado cripto funciona 24/7, sem limites diários de preço. Assim, choques de notícias ou eventos on-chain aceleram drawdowns em cripto. Por isso, o gerenciamento de posições exige stops mais conservadores e trailing stops mais flexíveis do que em ações.
A Gate disponibiliza diversos recursos para gerenciar drawdowns em criptomoedas e aprimorar a disciplina operacional:
Exemplo: Você pode configurar preços de disparo e taxas de callback do trailing stop na Gate para reduzir posições automaticamente em caso de forte recuo, protegendo lucros em reversões repentinas.
Os erros mais comuns são supor que o drawdown sempre sinaliza recuperação, subestimar riscos futuros baseando-se em quedas suaves anteriores ou usar alavancagem excessiva esperando recuperação rápida.
Os riscos incluem drawdowns maiores que o esperado por notícias ou cascatas de liquidação, ampliando as perdas. Alavancagem alta com margem insuficiente transforma drawdowns normais em liquidações forçadas. Mesmo com grid ou preço médio, sempre defina “condições de falha” — como pausar ou zerar posições se a perda ultrapassar seu drawdown máximo tolerado.
Nota de segurança: Operar com alavancagem ou derivativos pode causar perda total da margem. Só use esses instrumentos dentro do seu perfil de risco, com stops de proteção e atento aos avisos de risco da plataforma.
Drawdowns em criptomoedas estão ligados aos ciclos de mercado, liquidez e mudanças de política. Em fases de euforia, são comuns drawdowns abruptos (“boom-and-bust”); em períodos de baixa, ocorrem drawdowns laterais prolongados.
Na estratégia, analise os drawdowns máximos históricos, padrões de volatilidade e mudanças de liquidez para ajustar suas posições e stops de forma dinâmica. Use o drawdown como “termômetro de risco”: reduza exposição quando ele aumenta e reabra gradualmente quando as condições melhoram. No longo prazo, sobreviver com disciplina é mais importante do que buscar recuperações pontuais.
Isso depende da sua estratégia e tolerância ao risco. Se acredita no longo prazo e tem capital para suportar a volatilidade, pode manter. Se está perto do stop-loss ou com restrição de capital, avalie encerrar parcialmente para limitar perdas. O fundamental é ter um plano claro e evitar decisões por pânico. Na Gate, ordens stop-loss automatizam a execução e evitam reações emocionais.
Correções normais ocorrem em tendências de alta — geralmente entre 10% e 20% — e costumam ser seguidas de novas altas. Reversão pode ser sinalizada por queda no volume ou rompimento técnico. Observe se o fundo mantém suportes e se o volume segue caindo. Use múltiplos indicadores (como médias móveis ou MACD) para confirmar, em vez de se basear em um único sinal.
Os mais comuns são vender em pânico após comprar no topo ou aumentar posição na queda. Outros buscam recuperação por medo de perder (FOMO), aumentando custos e riscos. O ideal é operar com disciplina — defina take-profit e stop-loss antes; depois de configurar as ferramentas de risco na Gate, evite operar em excesso. Lembre-se: execução consistente de um bom plano supera decisões impulsivas.
Gestão de risco é ainda mais importante para contas pequenas — limite o risco por operação a 1%-2% do saldo. Nos drawdowns, foque em moedas mais estáveis ou use grid trading na Gate para automatizar compras na baixa/vendas na alta. Considere também aportes regulares em projetos sólidos — com o tempo, isso suaviza a volatilidade.


