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Estreito de Ormuz, chegada bombástica! O Irão anunciou que os navios destes países podem passar com segurança! A Saudi Aramco também teve uma emergência!
As variáveis mais importantes estão a mudar!
No dia 25 de março, horário local, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Alagi, afirmou numa entrevista à mídia estatal iraniana que os navios de países como China, Rússia, Paquistão, Iraque, Índia e Bangladesh passaram com segurança pelo Estreito de Ormuz.
Segundo a Reuters, na segunda-feira, três fontes informaram que a maior exportadora de petróleo do mundo, a Saudi Aramco, reduzirá pela segunda vez consecutiva, em abril, o fornecimento de petróleo bruto aos compradores asiáticos, após o conflito entre os EUA, Israel e o Irã ter perturbado o comércio através do Estreito de Ormuz.
Hoje, os mercados da Ásia-Pacífico continuam sob pressão. Dados consolidados mostram que, desde o início do conflito no Irã, os investidores globais retiraram cerca de 52 bilhões de dólares de ações de mercados emergentes na Ásia (excluindo a China), atingindo o maior fluxo de saída mensal já registrado.
Navios desses países têm permissão para passar
De acordo com a CCTV Internacional, no dia 25 de março, horário local, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Alagi, afirmou numa entrevista à mídia estatal iraniana: “Os EUA forçaram o Irã a mostrar seu controle sobre o Estreito de Ormuz — os EUA pensaram que o Irã estava a fazer uma demonstração de força, achando que o Irã não teria coragem de fazer isso, mas o Irã conseguiu. Os EUA usaram todas as suas capacidades para impedir, mas falharam.”
Alagi reiterou: “O Estreito de Ormuz não está completamente fechado, apenas está fechado para os inimigos. A região é uma zona de guerra, não há motivo para permitir a passagem de navios inimigos e seus aliados. Para países amigos do Irã, ou em situações onde o Irã decide facilitar a passagem por outros motivos, o Estreito de Ormuz é seguro — navios de países como China, Rússia, Paquistão, Iraque, Índia e Bangladesh passaram com segurança pelo Estreito de Ormuz.”
Além disso, a Saudi Aramco planeja reduzir suas exportações de petróleo bruto para os compradores asiáticos no próximo mês. Fontes disseram que a companhia, em abril, fornecerá apenas petróleo leve árabe exportado do porto de Yanbu para clientes de longo prazo, o que causou escassez de abastecimento para refinarias na Ásia e limitou a produção de derivados. A empresa declarou que continuará a usar rotas alternativas de exportação pelo porto de Yanbu para responder às mudanças na situação regional, garantindo um fornecimento confiável de energia. “Estamos sempre comprometidos em atender às expectativas dos clientes, ajustamos nossos planos de carregamento para refletir a nova realidade e informamos os clientes sobre as atualizações em tempo hábil.”
Dados da Kpler, uma empresa de análise, mostram que a exportação diária de petróleo da Arábia Saudita em março até agora foi de 4,355 milhões de barris, abaixo dos 7,108 milhões de fevereiro. A companhia tenta aumentar suas exportações pelo porto de Yanbu para compensar as interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz.
As bolsas continuam sob impacto
Na tarde de hoje, as ações na Ásia-Pacífico continuaram a despencar. O índice Nikkei 225 do Japão caiu 1%, e o KOSPI da Coreia do Sul caiu quase 3%. As ações na China continental e em Hong Kong também apresentaram maior volatilidade.
Dados consolidados indicam que, desde o início do conflito no Irã, os investidores globais retiraram cerca de 52 bilhões de dólares de ações de mercados emergentes na Ásia (excluindo a China), atingindo o maior fluxo de saída mensal já registrado. Economias como Índia e Coreia do Sul, que dependem da importação de petróleo, lideraram as vendas, enquanto os preços do petróleo dispararam, elevando preocupações com inflação e crescimento.
Essa saída de fundos superou as saídas relacionadas à pandemia e à guerra na Ucrânia, levando os investidores a buscarem mercados menos vulneráveis às oscilações energéticas. Analistas da Morgan Stanley alertam que a vulnerabilidade da Ásia aos custos de energia, combinada com a força do dólar e lucros de ações de tecnologia, agravou a queda do mercado acionário.
Vários líderes e instituições financeiras de Wall Street também emitiram alertas, destacando que a destruição e a incerteza causadas pela guerra irão pairar sobre o mercado por um longo período, e que os investidores devem manter cautela, ao invés de seguir a tendência cega.
Lloyd Blankfein, ex-CEO do Goldman Sachs, afirmou que, mesmo que um acordo de paz seja alcançado amanhã, os danos às infraestruturas e o impacto psicológico da guerra persistirão. Atualmente, o mercado está excessivamente complacente. O estrategista de ações Tom Lee disse que, se as negociações de paz se concretizarem, será um ponto de virada para o mercado de ações, mas que ainda estamos imersos na névoa de informações conflitantes da guerra. Os investidores devem ser cautelosos com as notícias contraditórias. O principal economista David Rosenberg acredita que o risco de uma guerra mais ampla ainda não desapareceu.
Layout: Luo Xiaoxia
Revisão: Liu Xingying