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#Gate广场四月发帖挑战 No Dia da Mentira, EUA e Irã abrem o jogo ao mesmo tempo, será uma verdadeira trégua ou uma falsa trégua?
A maior notícia de hoje é a súbita diminuição da tensão no Oriente Médio.
Primeiro, foi a vez de Trump abrir o jogo.
Ele afirmou nas redes sociais que os EUA irão encerrar as hostilidades com o Irã em “duas a três semanas”.
E o mais importante: mesmo se o Estreito de Hormuz continuar fechado, as operações militares podem acabar.
Ele também deixou a responsabilidade para os aliados, dizendo que o Estreito de Hormuz diz respeito aos interesses deles próprios, e que eles devem lutar por isso.
Depois, foi a vez do Irã abrir o jogo.
O presidente Raisi afirmou que “se houver garantias de segurança, está disposto a encerrar a guerra”.
Uma declaração oficial rara sobre negociações, e com condições bastante baixas.
Originalmente, EUA e Irã, que não queriam guerra e estavam desconfiados um do outro, pareciam estar se reconciliando.
Na verdade, não é bem assim.
As ações militares dos EUA falam mais alto do que palavras.
O porta-aviões USS Bush partiu com mais de 6.000 marinheiros rumo ao Oriente Médio, e a 82ª Divisão Aerotransportada já chegou com milhares de soldados.
De um lado, pedem retirada, de outro, aumentam as tropas — uma operação que parece familiar — igual ao que fizeram na guerra comercial, quando ameaçaram assinar acordos enquanto aumentavam as tarifas.
O Irã também joga em duas frentes.
No mesmo dia, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Amir Abdollahian, afirmou: “Só há troca de informações, sem negociações”.
Mantém a postura de não negociar com os EUA.
A confrontação EUA-Irã continua.
A aparente calmaria entre os dois lados provavelmente é apenas para aliviar a pressão atual: Trump busca aliviar a pressão interna causada pelo aumento dos preços do petróleo, e o Irã tenta aliviar a pressão provocada pelos recentes bombardeios de infraestrutura pelos EUA e Israel.
Ambos agem de acordo com seus interesses, mas a situação de confronto direto ainda não mudou.
No entanto, o mercado continua apoiando Trump. As ações americanas dispararam na noite passada, o S&P subiu 2,9%, o Nasdaq 3,8%, atingindo o melhor dia desde maio do ano passado, o petróleo Brent caiu abaixo de 100 dólares, e o mercado de criptomoedas também reagiu fortemente!
Os fundos estão apostando na pausa entre EUA e Irã.
Mas, apesar da aposta, as dificuldades reais não desaparecem com uma simples declaração de Trump.
O bloqueio do Estreito de Hormuz continua, os bombardeios no Oriente Médio continuam, o fornecimento de petróleo está sendo prejudicado, e os equipamentos de produção de energia continuam sendo destruídos.
Os preços elevados do petróleo, a interrupção energética, já começam a impactar o mundo.
Por exemplo, a inflação ao consumidor na zona euro subiu 1,9% em março, a maior alta desde 2022.
Os preços da energia estão puxando a inflação para cima.
Além disso, os bancos centrais globais venderam mais de 900 bilhões de dólares em títulos do Tesouro dos EUA nas últimas cinco semanas, atingindo o menor nível desde 2012.
Líderes como Turquia, Tailândia e Índia estão vendendo títulos americanos para trocar por dólares e comprar petróleo mais caro.
O sistema financeiro dos EUA também está sendo afetado.
Se o bloqueio do Estreito de Hormuz não for resolvido em breve, não só haverá inflação, mas também uma recessão econômica, e o mundo poderá entrar em uma crise de estagflação. Os EUA também não ficarão imunes.
Desta vez, Trump não poderá simplesmente dizer que venceu e dar o fora, precisará agir de forma concreta para resolver a questão do Oriente Médio.
Portanto, não é momento de otimismo excessivo, é preciso acompanhar de perto a evolução dos acontecimentos.
O que se confirma é que as opções de ambos os lados estão cada vez mais limitadas, e a situação deve se resolver rapidamente, caso contrário, o mundo inteiro sofrerá as consequências.